Legislação Participativa debate violência do Estado contra jovens pobres e negros

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Deputado Zé Augusto Nalin (DEM-RJ) compartilhou uma experiencia familiar de perda por ato de violência

Nossos Mortos têm Voz. Este é o nome do documentário que norteou o debate sobre a Violência do Estado contra Jovens Pobres e Negros durante audiência pública na Comissão de Legislação Participativa desta terça-feira (5).  O vídeo traz o depoimento de mães e familiares de vítimas da violência do Estado na Baixada Fluminense (RJ).

“O filme busca traduzir para a linguagem cinematográfica os gritos que expressam a luta por memória, verdade e justiça; aborda as histórias atravessadas por perdas, memórias em torno das vidas interrompidas, trazendo uma visão crítica sobre a atuação das polícias na Baixada Fluminense”, explica a deputada Luiza Erundina, que propôs a audiência.

Foram convidados para o debate os representantes da Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense, Luciene Silva; do Fórum Grita Baixada, Adriano Araújo; da produtora Quiprocó Filmes, Fernando Sousa; do Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu, Sônia Martins; e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, José Claudio Sousa Alves.

“A realidade da Baixada nos impõe um olhar mais apurado sobre a dinâmica do crime organizado. Fica evidente, por exemplo, que o crime está articulado com as instâncias do poder público, e essa sofisticação criminosa tem levado a graves violações de direitos por parte do Estado com roupagens específicas que precisam ser conhecidos pela sociedade”, destacou Erundina.

O Deputado Zé Augusto Nalin (DEM-RJ) compartilhou uma experiência familiar que foi a perda do irmão com 23 anos, em 1991, em Piabetá-Magé (RJ). O rapaz estava trabalhando na loja da família quando foi sequestrado e dois dias depois seu corpo foi encontrado. Nalin opinou:

“Eu não consigo ver direitos humanos só olhando para jovens, pobres e negros. Eu vejo num sentido mais amplo, pois seres humanos somos todos nós. Uma das grandes mudanças que precisa acontecer para a gente começar a se entender é pararmos de fazer a segmentação. Nós segmentamos a sociedade e isso causa muito conflito. A mãe do policial é humana, ela sofre; a minha mãe sofreu muito ao perder, em 1991, meu irmão com 23 anos e até hoje não descobrimos quem foi. E ela ainda sofre. E não somos tão pobres, nem somos negros. Então precisamos reconhecer que estamos no mesmo barco. Quando isso acontecer começaremos a nos igualar. Nós temos que defender a sociedade.” 

 

Vamos defender a sociedade

Eu não consigo ver direitos humanos só olhando para jovens, pobres e negros. Eu vejo num sentido mais amplo, pois seres humanos somos todos nós. Uma das grandes mudanças que precisa acontecer para a gente começar a se entender é pararmos de fazer a segmentação. Nós segmentamos a sociedade e isso causa muito conflito. A mãe do policial é humana, ela sofre; a minha mãe sofreu muito ao perder, em 1991, meu irmão com 23 anos e até hoje não descobrimos quem foi. E ela ainda sofre. E não somos tão pobres, nem somos negros. Então precisamos reconhecer que estamos no mesmo barco. Quando isso acontecer começaremos a nos igualar. Nós temos que defender a sociedade que é onde vivemos. – .Minha posição sobre a violência do Estado contra jovens pobres e negros durante audiencia pública na Comissão de Legislação Participativa desta terça-feira (5)

Publicado por Zé Augusto Nalin em Quinta-feira, 7 de junho de 2018

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